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Tendências de design de interiores 2026

SAME Architects · Mai 2026 ·8 min de leitura

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As tendências de design de interiores para o ano de 2026 vão muito além do aspeto visual, espelham uma mudança significativa na maneira como vivemos o nosso dia a dia. Num quotidiano marcado pelo excesso de informação e pela agitação, o interior da casa surge como um verdadeiro espaço de paz e aconchego, atendendo à procura constante por serenidade e harmonia.

Neste artigo, exploramos as escolhas que vão definir o design de interiores nos próximos anos.

As 7 principais tendências de decoração para 2026

1. Cloud Dancer: A cor do ano Pantone

O Instituto Pantone surpreendeu ao eleger, pela primeira vez em mais de 25 anos, um branco como Cor do Ano. A escolhida foi o Cloud Dancer e não se trata de um branco qualquer: distingue-se pela sua suavidade envolvente e pelos seus tons quentes subtis.

O objetivo é trazer luminosidade e tranquilidade aos espaços, sem a frieza ou rigidez que muitas vezes associamos aos brancos mais tradicionais. O Cloud Dancer funciona antes como uma tela neutra, deixando que os materiais e as texturas ganhem protagonismo e contem a sua própria história.

É uma escolha ideal para quem quer aproveitar ao máximo a luz natural e criar ambientes serenos e equilibrados, uma característica central nas tendências de design de interiores desta temporada.

2. Design Biofílico

Em 2026, o design biofílico deixa de ser uma moda passageira e passa a fazer parte integrante da forma como os espaços são pensados e criados. A ligação à natureza já não se resolve com um vaso aqui e ali; manifesta-se nas escolhas de materiais, na forma como a luz entra, nas proporções dos espaços e na relação entre o interior e o exterior.

Esta abordagem traduz-se em interiores mais consistentes, onde:

  • Jardins verticais e paredes verdes surgem integrados na própria arquitetura;
  • A pedra é usada com acabamentos naturais, brutos e pouco polidos;
  • A água entra de forma discreta como elemento sensorial;
  • As paletas cromáticas são neutras e terrosas;
  • O mobiliário privilegia madeiras reaproveitadas ou de origem sustentável;
  • As aberturas são pensadas para potenciar a entrada de luz natural;
  • O interior e o exterior dialogam sem ruturas visuais.

Mais do que um estilo, o design biofílico responde a uma necessidade real de bem-estar: criar espaços mais silenciosos, mais confortáveis e mais próximos de quem os habita.

3. Maximalismo com critério

O maximalismo deixa de ser sinónimo de acumulação e passa a ser uma questão de intenção e consciência. O conceito de "escolher melhor em vez de ter mais" ganha força nas tendências de design de interiores. A cor, a textura e o padrão voltam a estar presentes, mas de forma estruturada, em camadas que acrescentam profundidade sem criar ruído visual.

Este novo maximalismo aposta em materiais com personalidade e em superfícies que fazem parte da própria arquitetura do espaço. O resultado são ambientes ricos e equilibrados, pensados para serem vividos intensamente e não apenas contemplados.

4. Casas de banho com atmosfera de spa

Em 2026, a casa de banho reinventa-se. Deixa de ser um espaço meramente utilitário para se tornar um lugar de pausa, pensado para abrandar o ritmo do quotidiano.

A inspiração vem dos spas contemporâneos. A experiência sensorial passa a ser central: móveis com texturas naturais, chuveiros de teto embutidos e revestimentos em vidro canelado com estrutura preta criam uma atmosfera serena e com caráter.

A cerâmica tem aqui um papel fundamental. Pavimentos e revestimentos cerâmicos com efeitos de madeira, pedra ou superfícies minerais recriam a atmosfera natural dos spas sem comprometer o desempenho nem a higiene. Texturas subtis, acabamentos mate e tons suaves contribuem para uma sensação de conforto visual: o resultado são casas de banho que parecem spas, mas funcionam plenamente como uma normal.

5. Tecnologia Discreta e Integrada

A tecnologia encontra-se hoje completamente integrada nos interiores, de forma tão discreta que quase não se nota. Os sistemas de aquecimento, multimédia e iluminação desaparecem nas paredes e tetos; as superfícies contam com carregamento sem fios embutido e a iluminação adapta-se automaticamente ao longo do dia, ajustando a temperatura de cor consoante a hora.

O mobiliário segue a mesma filosofia. Sofás modulares, mesas extensíveis e peças multifuncionais respondem às exigências do dia a dia com elegância, com arrumação oculta, carregadores por indução e iluminação integrada que se fundem no conjunto sem nunca prejudicar o aspeto visual do espaço.

6. Artesanato

O artesanato, durante anos remetido para segundo plano no universo do luxo, regressa agora com força total e afirma-se como uma das grandes tendências de decoração do momento.

Para além do seu caráter ético e sustentável, o trabalho feito à mão acrescenta valor genuíno aos espaços e cria atmosferas únicas, impossíveis de replicar. A singularidade volta a ter lugar nos interiores e com toda a razão.

Há várias peças artesanais capazes de dar personalidade e originalidade a uma divisão:

  • Tomettes e azulejos artesanais para pavimentos com história;
  • Vasos de vidro soprado ou cerâmica bruta como pontos focais;
  • Tapeçarias e têxteis de parede que reforçam o aconchego dos quartos;
  • Mesas e bancos em madeira bruta de origem local;
  • Obras de artistas independentes e pinturas de autor.

Este regresso de autenticidade dialoga diretamente com o conceito de warm minimalism e reflete uma valorização crescente do processo criativo humano face à produção em série.

7. Materiais naturais texturizados

Os materiais naturais afirmam-se como uma das grandes apostas do design de interiores este ano. Madeira, pedra natural, estuques de cal, linho e lã ganham destaque em todo o tipo de espaços, trazendo consigo calor, autenticidade e uma sensação de casa verdadeiramente habitada, mas a tendência vai mais longe do que simplesmente escolher materiais de origem natural.

O que se procura é a textura no seu estado mais genuíno, superfícies que se fazem sentir ao toque, com imperfeições e carácter próprio, em claro contraste com os acabamentos lisos e sem alma que dominaram durante anos.

Para introduzir profundidade e textura sem sobrecarregar o espaço, há algumas escolhas que fazem toda a diferença:

  • Um tapete grande de sala em lã bouclé;
  • Revestimentos minerais nas paredes de casas de banho e salas de estar;
  • Móveis de madeira canelada como peças de referência no espaço;
  • Cortinas espessas de veludo para criar volume e conforto visual;
  • Vasos grandes de barro como elementos com presença escultórica.

As tendências de design de interiores para 2026 apontam para espaços mais expressivos, mais humanos e mais conscientes. Da escolha de materiais ricos e naturais às paletas cromáticas acolhedoras, passando por ambientes que equilibram conforto e tecnologia discreta, este ano promete redefinir a forma como vivemos e sentimos a nossa casa.

Mais do que acompanhar o presente, trata-se de criar espaços que continuem a fazer sentido no futuro, onde o toque humano, a ligação à natureza e a funcionalidade se encontram sem jamais perderem o estilo.

Precisa de ajuda para transformar a sua casa? A nossa equipa da Same Architects está pronta para dar vida ao seu projeto de decoração ideal.